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Segundo ato

A despedida é uma viola mal tocada, uma estrada inacabada que só tem a contramão…

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segundo ato

A despedida é uma viola mal tocada,
uma estrada inacabada,
que só tem a contramão.

É o gole mal dado que engasga.
É a hora que se apressa,
em uma espera que não tem fim, não.

É o escorregar em um passado quase molhado.
É um desejo desavisado,
de quem não quer olhar pra frente.

É o adeus forçado, desapego.
A maturidade, o amor terno,
até que a dor se torne ausente.

É um grato ciclo que se encerra.
Uma porta que desemperra,
para outra vida brotar das mãos.

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