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Como equilibrar esse barco que tomba todos os dias diante da mais leve brisa?

Minha vida sempre foi cheia de altos e baixos.
Um dia me faltava dinheiro. No outro, amor. No terceiro, não tinha cerveja.
Por vezes sobravam boas lembranças, boas companhias e grandes ilusões. Nessas…

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Como equilibrar esse barco que tomba todos os dias diante da mais leve brisa?

Minha vida sempre foi cheia de altos e baixos.
Um dia me faltava dinheiro. No outro, amor. No terceiro, não tinha cerveja.
Por vezes sobravam boas lembranças, boas companhias e grandes ilusões. Nessas noites eu começava a caminhar pela cidade, que escura e vazia parecia me entender.
A garoa fina e insistente que caía molhava rápido, parecendo me proteger daquilo que eu sequer sabia que tinha medo. E como se não houvesse pressa alguma, eu caminhava calmamente, como quem já não espera mais nada de nada. Nem de ninguém.
Passei por prédios acinzentados e um trilho de trem que brilhava por causa da água, refletindo as luzes que ecoavam ao fundo.
Os bares estavam fechados. As janelas também. Os corações, distantes.
Céus! Como equilibrar esse barco que tomba todos os dias diante da mais leve brisa?

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